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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Idade dos porquês!


Olá queridas mamães,


Minha filha chegou na famosa fase dos porquês!


A cada afirmação, nossa ou dela, vem a perguntinha: "Mas por quê?"


E por que? Por que? Por que? O dia todo. É incrível!


Esta á uma fase muito importante na vida da criança, demonstra que sua curiosidade continua sendo despertada, ela está tentando entender acerca do mundo e amadurecendo. Os pais precisam ter especial atenção em como agir com as crianças neste momento, para não inibir sua autonomia e capacidade intelectual.


Vamos saber um pouquinho como ocorre esta fase e como devemos agir com as crianças?


" Por volta dos três e quatro anos de idade a criança desperta para a curiosidade de entender como as coisas acontecem. Isso ocorre devido à construção da própria identidade, que acontece na infância, quando a criança passa a se descobrir, a ter noção do próprio “Eu”, da importância de sua existência, das coisas que consegue fazer, que vê ou que ouve.


A partir dessa descoberta, passa a perceber os fatos ao seu redor dando maior ênfase a como tudo acontece, ou seja, os porquês referentes à esses. Muitas vezes as crianças nos questionam repetidamente e emendam um porquê atrás do outro.


É importante que as pessoas em contato direto com a mesma devem ter paciência e respeito quanto às curiosidades do pequeno, ajudando-o a esclarecer suas dúvidas. Essa curiosidade, a busca da compreensão do mundo é que a levará a fazer novas descobertas, aguçando sua percepção para o aprender.


Se a criança é tolhida pelo adulto, no momento em que faz perguntas, poderá perder o interesse, a vontade de descobrir coisas novas, ficando paralisada no seu processo de aprendizagem por medo ou insegurança.


Uma boa forma de amenizar as perguntas é devolvê-las para que a própria criança tente explicar, ou utilizá-las em momentos que esta não queira obedecer. Quando diz que não quer comer a mãe poderá perguntar-lhe o porquê, se não quer tomar banho poderá também utilizar uma pergunta e, assim, mostrar que nem tudo pode acontecer da forma como ela deseja.


E à medida que for compreendendo o mundo que a cerca deixará de questionar sobre as coisas do cotidiano."




" Perante os "Porquês" do seu filho algumas SUGESTÕES:


- Nunca ignore uma pergunta do seu filho, ouça-o com atenção.


- Se não estiver certo(a) do que vai responder diga-lhe que mais tarde lhe responderá, depois de ter refletido ou pesquisado o assunto em questão.


-As suas respostas devem ser adequadas à idade, num vocabulário adequado e de fácil compreensão.


- Não elabore mentiras ou "respostas fantásticas" que a criança acaba por perceber que não corresponde à verdade. Respondendo com uma mentira o seu filho deixará de confiar nas suas afirmações.


- Existem momentos próprios para fantasiar e outros para responder concretamente às questões dos seus filhos, deve tentar diferenciá-los.


- Evite dar respostas antes da criança perguntar, dê-lhe tempo para pensar e formular as questões.


- Nunca entre em contradição com o seu parceiro pois isso vai confundir a criança.


- Amor, atenção estão na essência das respostas mais saudáveis aos porquês do seu filho."


Beijocas

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Avisos:

para Bárbara, do blog Essa Vida de Mãe. Preciso do convite para entrar no seu blog. Me manda para o email.

para seguidores: agradeço de coração o interesse de vocês em acompanharem o blog. Porém, alguns seguidores tem blog restrito, aberto apenas a convidados. Gostaria de conhecê-los também, mas preciso do convite para entrar nos bloguinhos. Pode mandar para o email: casadejuntados@gmail.com

Beijocas

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Primeiras palavras, nem todas nos encantam...

Hoje tenho 02 novidades sobre a Ana, uma boa e outra nem tanto. Vamos à nem tão boa.

Minha filha falou seu primeiro palavrão. Minha reação? Fiquei chocada! Ela só tem 02 anos!Ontem ela fazia birra porque não queria tirar a fralda cheia de cocô enquanto assistia o DVD do Cocoricó. Disse com calma que ela podia continuar assistindo enquanto eu tirava a fralda. Ela saiu correndo e soltou um palavrão daqueles. Eu disse : " O que você falou Ana?" E ela repetiu, umas três vezes. Falou do jeito dela, mas deu para entender direitinho a palavra (filho da ***). Gente, não sei se agi certo, mas eu tinha que fazer alguma coisa. Talvez tenha sido muito severa, talvez não devesse ter demonstrado a ela o quanto fiquei chocada. Mas na hora agi assim e pronto. Chamei a atenção dela, dizendo que isso era muito feio... ela repetiu a palavra. Devo ter feito a cara mais feia do mundo, desliguei o DVD e a " arrastei" para o quarto. Ela chorava de se acabar, mas porque queria continuar vendo cocoricó. Eu disse que ela não ia mais assistir, pois falou palavra feia com a mamãe, que iríamos ao quarto ter uma conversa. Mais calma, conversei muito com ela, que não podia falar essa palavra com a mamãe e nem com ninguém, que era muito feio, que nunca falamos assim com ela. Depois a deitei na cama, apaguei a luz e fiz ela dormir sem contar histórias e sem mimos. Ela dormiu soluçando. E eu fiquei muito, mas muito chateada.

Não tive dúvidas de que ela ouviu isto na escola. Em casa nunca usamos esse tipo de palavra, nem o pai dela, que é mais esquentado. Ela só convive comigo, o pai e a avó dela, que nunca falaria isso com ela. Ela é uma criança que só fica em casa, não fica " solta" na rua ou na casa de colegas, então só podia ter sido na escola. Escrevi um bilhete enorme na agenda e decidi que iria abordar o assunto com as professoras.

Hoje, na escolinha, contei o ocorrido e a professora me disse que realmente foi de um coleguinha que ela ouviu esta palavra. Aliás, vários pais estão tendo a mesma reclamação, pois as crianças da turma estão aprendendo ( e aprendem depressa ,viu?). Já chamaram a mãe desta criança para uma conversa e estão tentando resolver a situação.

Sei que para algumas pessoas isso não tem nada a ver, vão me achar exagerada. Sei que é natural a criança repetir as coisas que observa, às vezes sem saber o que está dizendo. Mas não posso permitir para minha filha este tipo de linguagem e cabe a mim dizer isto para ela educá-la de acordo com o que acho correto. Cada família tem suas regras, e uma das regras lá em casa é esta: nada de palavrões. Tem gente que acha lindinho a criança falar palavrão, fica incentivando, ensinando, achando bonitinho. Eu acho horrível, isto não acrescenta nada para uma criança tão pequena, serve somente para angariar antipatia. Uma criança pequena não sabe diferenciar os contextos e, cedo ou tarde, elas podem nos colocar em uma situação constrangedora.

A professora me disse que não agi errado em repreender, que da próxima vez ( se houver uma) tentasse não valorizar tanto, usasse a tática de ignorá-la. É assim que estão agindo com a criança em questão e ela já reduziu muito a frequência da palavra. Reduziu? Então ela ainda solta os palavrões junto com a turminha...

Sei que esta é apenas uma das muitas situações que ainda vou vivenciar com a minha filha, e descobri que nunca estarei bem preparada, em alguns momentos vou agir por impulso mesmo, e que ela ainda vai me surpreender muito!

A boa novidade é que no sábado ela conseguiu fazer o primeiro xixi no piniquinho. Fizemos uma festa! Elogiei muito, dei os parabéns e demos tchau para o xixi quando dei descarga. Depois fez na roupa, mas já é um progresso né? Mas este é assunto para um outro post, que este já está muito grande.

Aguardo a opinião de vocês sobre o tema " meu filho falou palavrão", o que vocês acham? E que atitudes tomaram ou tomariam? Beijos