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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Cadê o bebezinho rechonchudo que estava aqui?

Hoje levei a Ana ao pediatra. Nada demais, consulta de rotina. E depois do episódio dos vômitos, eu e meu marido estávamos achando ela muito magrinha. Quando falei para o Dr. Job que achava a Ana magrinha, ele disse: "Mas que bom! Tem que ser magrinha mesmo!" Ele é ótimo, he, he, he. Depois que conferimos o peso da Ana, ela está com exatamente 10 quilos e 500 gramas, ele me disse que o peso da Ana está muito bom. O que está ocorrendo é que agora ela está crescendo, e de agora em diante vai ganhar menos peso. Notei que ela realmente deu uma "esticada". Disse ainda que o apetite dela deve diminuir, o que de fato está ocorrendo, que agora o cérebro dela é que vai desenvolver muito, pois ela está na fase da curiosidade, de tocar e explorar tudo que vê. Me recomendou dar a vacina contra Hepatite A e contra a catapora e pediu um exame de fezes. O primeiro dela. Ele disse para não me preocupar com a questão do peso, que a Ana está com um aspecto muito bom, corada, esperta, ativa. Ai, ai, as preocupações da mãe de primeira viagem!! Acho que eu estava era com saudades daquela minha bebêzinha gordinha, cheia de dobrinhas nos braços e nas perninhas, bochechuda. E quando notei aquelas perninhas compriiiidas, as dobrinhas sumindo... acho que no fundo não estava com vontade de aceitar que ela está crescendo. Mas é só isso, a Ana está muito bem, se desenvolvendo e crescendo! Quanto ao exame de fezes, bateu aquela dúvida da mamãe de primeira viagem: como vou colher o cocô dela? Pois, é mães de primeira viagem se deparam com algumas situações na área médica que são bem práticas para os adultos ou alguém mais independente, mas que para fazer nos bebês exige uma certa adaptação: exame de urina, collher o sangue, colocar cateter para o soro. Como colher o cocô de um bebê era a bola da vez. Fui direto ao laboratório buscar informações. Me deram um frasquinho e disseram para colher o cocô na própria fralda (ah, bom) de preferência a parte do meio. Então é isso, vamos ver agora o que anda passeando pela barriguinha dela, tomara que nenhum bichinho. Concluindo, a Ana está ótima, não é mais um bebê rechonchudo, mas uma menininha em pleno desenvolvimento!



Ana Olívia na fase "rechonchuda"

ai... aquelas dobrinhas...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

passeio sem stress!




Eu sei, eu sei. Esse blog também era para falar um pouquinho de mim... Mas eu não consigo deixar de falar da Ana aqui. Fazer o que? A vidinha dela está tão mais interessante e cheia de novidades que a minha (rs). Neste fim de semana fomos a um churrasco na casa de uns amigos do meu marido.Confesso que nesta idade em que a Ana está eu fico meio receosa em sair com ela, pois ela está muito... digamos, "temperamental". E bota temperamento nisto!! Traduzindo: birrenta, teimosa, insisteeentiiiii!! (rs) Quando a contrariamos, sai de baixo! O último episódio do supermercado foi traumatizante, para mim, lógico. Dá um post bem didático sobre: mães desesperadas: crianças birrentas no supermercado, algo assim, um dia ainda publico. Olha, não pensem que tenho a filha mais chata e pentelha do mundo. E antes que me digam que ela é carente, também não é o caso. Ela recebe muito carinho e atenção dos pais. A Ana, na verdade, é uma menina meiga, carinhosa e muito inteligente. Mas tem aqueles momentos que toda mãe passa, que eu chamo de "momento stress" , quando a criança está crescendo e precisando se auto afirmar.Ou simplesmente a criança foi frustrada em alguma coisa e se manifesta da única forma que consegue, através do choro. E mães de primeira viagem como eu ficam de cabelos em pé e desnorteadas. Algumas mamães mais sortudas têm bebês super calmos e "zen", ou os bebês é que têm sorte por ter uma mamãe calma e "zen", sei lá. Talvez essas mamães não terão que passar por nenhuma crise de birra e choro. Mas a grande maioria enfrenta os "stress" dos filhotes. Então nos arrumamos bem bonitas, e lá fomos. Ela toda feliz e eu rezando para ela não encontrar "contrariedades" na casa dos outros. Mas gente, ela se comportou tão bem!! Todo mundo a achou a menina mais fofa, mais sorridente, inteligente, carismática. Teve uns "momentinhos stress", mas eu consegui relaxar e contornamos o problema muito bem. Ela super interagiu com todo mundo. Claro que mexeu em tudo que podia, mas com tanta delicadeza que ninguém se importou. Ela tirava as coisas do lugar, olhava, mexia e colocava no lugar de novo! E todo mundo comentava como ela era educadinha!! Ai gente, eu não cabia de felicidade e corujice. E ainda dormiu no colo do anfitrião, em meio a muitos sorrisos. Que fofa! Talvez ela estivesse em um dia muito bom. Ou a mamãe aqui está sendo competente e, com muita conversa ( eu conversei com ela antes de sairmos de casa) e carinho, estamos conseguindo uma compreensão mútua, que dispensa momentos de stress e "barracos". Espero que seja a segunda opção. Vamos aguardar o próximo passeio e ver como interagimos com o resto da humanidade. Beijos

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Deixando a filhota na creche: alguns conselhos



Eba!! Vamos emendar o feriado. Nada melhor do que um feriado prolongado!! Mais tempo para curtir esta cosinha fofa das fotos, minha filhota! Acordar um pouquinho mais tarde (Ana acorda cedo todos os dias, mesmo quando não tem que ir para a creche!), fazer a comidinha dela, dar banho, brincar... eu curto muito estar com minha filha. Durante a semana ela vai para a creche e eu vou trabalhar, só convivemos à noite. Quando a coloquei na creche eu tinha receio de que esta situação pudesse comprometer nosso relacionamento de mãe e filha. Sabe aquelas neuras de mãe de primeira viagem, tipo:
- minha filha vai achar que a estou abandonando e vai ficar distante de mim...
- minha filha vai ficar longe de mim o dia inteiro, ela vai esquecer de mim...
- ela vai gostar mais da professora do que de mim...
- ela vai ficar muito triste e abalada por ficar longe de mim... (sério, eu fiquei mais triste e abalada do que ela)
E outras questões que vêm na nossa cabecinha fértil de mãe. Gente, são medos infundados. Nada disto aconteceu. A Ana, assim que se adaptou à creche, está muito feliz, obrigada. E ela continua me amando muito e me tendo como referência. Basta ver a cara de felicidade quando vou buscá-la na creche, ela larga o que estiver fazendo, abre aquele sorrisão e vem correndo para os meus braços... eu chego a ficar muito emocionada!! Não tem coisa melhor para inflar meu orgulho de mãe. Ela gosta da escolinha, das professoras, mas ama muito, muito mais a família dela. Sabe, as crianças são mais capazes do que supomos, e se adaptam muito bem a diversas situações. Muitas vezes, nós é que passamos nossos próprios medos e inseguranças para os filhos, mesmo sem querer. Um conselho que dou às mamães que precisam trabalhar e deixar seus filhos em algum lugar: não passem insegurança para seu filho! Se uma mãe vai deixar o seu bebê na creche ou com outra pessoa e desanda a chorar, a criança percebe e fica com medo também. É claro que o coração fica apertado, dá um nó na garganta, vem o sentimento de culpa (sempre ele!). Mas controlem-se, seu neném precisa de todo conforto e tranquilidade naquele momento, ainda muito pequenos nosso filhotes sentem as coisas. Eu acho que consegui passar essa tranquilidade para a Ana. Eu estava muito segura em relação à creche, confesso que não chorei quando a deixei lá. Eu já vinha preparando meu espírito e o dela. Outro conselho, é muito importante o período de adaptação.Não aceitem deixar o filho o dia inteiro na creche logo no primeiro dia, se a creche não tiver o sistema de adaptação, escolha outra! A Ana não ficou o período integral logo no primeiro dia. Ficou algumas horas no primeiro dia, eu lá fora esperando. E foi aumentando gradativamente a permanência. Não deixe para levar o filho à creche no último dia de sua licença. Eu a coloquei na creche 15 dias antes de voltar a trabalhar, para poder acompanhar de perto o processo, e poder estar disponível diante de qualquer problema. E ainda tem a amamentação, que passa por outra mudança. Seu filho já deve estar se alimentando de outras comidinhas, pois já não terá o peito disponível o dia inteiro. Quando a Ana completou 03 meses, a médica autorizou introduzir a papinha de fruta pela manhã, no caso a banana prata. E fomos, aos pouquinhos, ensinando ela a comer outras coisas e mantendo o leite materno. Enfim, com todos os cuidados e planejamentos, a adaptação à uma nova rotina, seja em creche ou com babá, fica mais tranquila, para os dois lados: para a mamãe e para o filhote. E fiquem tranquilas, seu filho não vai esquecer de você. E haverão muitos fins de semanas e feriadões para matar a saudade um do outro. Fiquem com Deus e um excelente feriado para todos. Bjos

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

38 anos!


Dia 03 de novembro foi meu niver!! Nossa, nem acredito que cheguei nos dígitos acima!! Engraçado, depois que fiz 20 anos o tempo começou a passar tão rápido!! Vocês também têm esta impressão? Estava gostando tanto desta casa dos trinta! E já estou quase saindo dela!! Foi a fase mais, digamos, intensa da minha vida! Finalmente alcansei minha maturidade e a coroei com o nascimento da minha filha. Eu explico, como sou filha única, fui muito protegida e acho que isto prejudicou um pouco meu amadurecimento. Não culpo os meus pais, com a maturidade, já passei desta fase. Hoje sei que eles fizeram o que achavam certo, principalmente minha mãe. E sou muito grata a eles por ser quem sou. Mas gente! Criar filho único não é fácil. Apesar de ser a realidade de muitas famílias, por diversos motivos (maternidade na fase mais madura da mulher, problemas financeiros, por opção), ainda não estamos muito preparados para criar filhos únicos.O principal medo dos pais é criar filhos tiranos, mas acho que este é o menor problema do filho único, que com bastante conversa e limites, pode ser superado. Acho que o maior problema do filho único é a solidão! E vocês já notaram como no mundo de hoje é comum a solidão? As pessas não se interagem mais como antigamente, estão todos com medo de conviver com os outros, sair de casa, até uma visita ao vizinho é rara. Se já está bastante solitário para o mundo adulto, imagine para uma criança, criada em meio a adultos. O maior desafio para os pais de filhos únicos é desenvolver em seus filhos o espírito da socialização, a capacidade de buscar o outro, desenvolver a empatia. Bem, 38 anos ainda dá para pensar em ter outro filho. Tenho muita vontade de dar um irmãozinho, ou irmãzinha para a Ana, para ser a companhia dela. A gente pensa muito na questão material, e ás vezes os planos para outro filho esbarram nestas questões. Mas será que isto realmente é o mais importante para a criança? Ter um irmão para dividir os momentos (bons e ruins) pode ser melhor para a criança do que viver isolada em um "castelo encantado". Bom, são só algumas reflexões.

Tudo normal

O exame da fofucha constatou que ela está ótima, sem infecção urinária. O médico explicou que durante o período do verão, a urina fica mais concentrada, pois perdemos grande parte do líquido no suor. Por isso o xixi dela estava mais escuro. Aconselhou continuar oferecendo bastante líquido para ela. Sobre o fato dela ser uma menina agitada (ok, nervosa e bastante chorona) e ainda acordar durante a madrugada, explicou que isto poderia ser uma característica da personalidade dela (eu mereço, mais uma "personalidade forte" lá em casa!) e como ela não está dormindo a noite toda, isto pode afetar o humor dela durante o dia! Embora não achasse necessário, indicou uma médica especialista em neurologia infantil, que poderia indicar alguns remédios naturais, a base de plantas, que poderiam acalmá-la. Quer saber? Vou deixar assim por enquanto. Afinal, a Ana é uma menina linda, carinhosa, risonha. Ela só tem alguns momentos em que demonstra muita ansiedade, e faz questão de mostrar sua contrariedade chorando alto, jogando as coisas longe, pirraçando... um doce! (rs) Mas acho que é normal, toda criança tem esta fase mesmo, afinal ela precisa expor suas emoções e quando está contrariada, mas ainda não sabe lidar muito bem com isso. Quem tem que demonstrar maturidade e passar segurança e limite são os pais não é mesmo? Hum, mas será que a médica indicaria um "remédio de planta" para mim? Acho que vou precisar...